COLUNISTAS

27/02/26

Flávio Bolsonaro no pré-lançamento da campanha de Zucco ao governo do RS 

O pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já desponta em primeiro lugar nas pesquisas mais recentes, virá ao Rio Grande do Sul no próximo sábado, dia 28 de março para participar do ato de lançamento da pré-campanha do deputado federal Luciano Zucco ao governo do Estado. O evento vai apresentar as chapas proporcionais e majoritárias, incluindo précandidaturas à Câmara dos Deputados, ao Senado Federal e à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Estarão presentes os líderes dos partidos que integram a futura coligação majoritária: PL, Progressistas, Novo, Podemos e Republicanos.

Pesquisa da Atlas 
mostra possível virada: 
Flávio sobe e Lula cai
 
Segundo o levantamento, Flávio tem 46,3% das intenções de voto contra 46,2% do petista no segundo turno. Na sondagem anterior, feita em janeiro, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro tinha 44,9%, enquanto Lula aparecia com 49,2%. A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros entre 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou menos. O nível de confiança é de 95%.
 
Republicanos dá prioridade 
à eleição de deputados no RS
 
O Republicanos optou por priorizar as eleições para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados, e esse foi o contexto que orientou a escolha pela aliança com o PL do deputado federal Luciano Zucco ao Palácio Piratini, na avaliação do presidente regional, deputado federal Carlos Gomes. A aliança com Zucco manteve no partido os deputados estaduais Delegado Zucco, Capitão Martin e Gustavo Victorino, que desembarcariam do Republicanos caso a opção fosse outra. Delegado Zucco e Martin concorrem à reeleição. Victorino, deputado estadual mais votado em 2022, agora disputará uma cadeira na Câmara dos Deputados.
 
Leite e Rigotto podem 
compor chapa ao Senado
 
Com a perda de partidos que integram a atual aliança de governo, a pré-candidatura ao Piratini de Gabriel Souza poderá ter como aliados, candidatos ao Senado, o governador Eduardo Leite (PSD) e Germano Rigotto (MDB). Leite depende das composições nacionais do PSD.
 
Incentivo ao 
aparelhamento 
da Segurança Pública
 
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL-RS) iniciou as votações de terça-feira (24) com a aprovação do PLC (Projeto de Lei Complementar) 291 2023, do deputado Guilherme Pasin (PP), que altera regras do Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul (PISEG/RS). 
A proposta, que recebeu 35 votos favoráveis e 19 contrários, tem o propósito de estimular as doações do empresariado ao setor, ao acabar com a cobrança, a título de contrapartida, de 10% sobre o valor do ICMS a ser compensado.
Segundo o autor do projeto, a medida representa a liberação da trava de captação do PISEG, que tem um lastro anual de R$ 120 milhões. Pasin considera que os avanços obtidos na segurança pública nos últimos anos, em grande parte, estão estruturados em ações financiadas por meio do programa, como renovação de frota e compra de equipamentos e armamentos. 
Ressaltou ainda que o programa é fundamental no combate aos feminicídios no estado, à medida que poderá aumentar o número de Patrulhas Maria da Penha e estruturar as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.
A bancada do PT votou contra a matéria por considerar que as alterações propostas diminuem os recursos para a prevenção. O deputado Pepe Vargas sustentou que o projeto, na prática, reduz em 10% o valor destinado às ações preventivas na área da segurança. 
Ele argumentou também que as doações vêm aumentando ano a ano, passando de R$ 16 milhões em 2020 para R$ 56 milhões em 2024. “Sem a contrapartida de 10%, a segurança teria perdido R$ 17 milhões neste período”, contabilizou.
 
Mais segurança 
para a mulher
 
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou por unanimidade um projeto de lei nº 43/2019, que torna obrigatória a afixação de placas informativas do número da Central de Atendimento à Mulher (“Disque 180”) em estabelecimentos comerciais de todo o Estado. Conforme a autora da proposta, Luciana Genro (Psol), trata-se de uma medida concreta diante da escalada da violência.
“Estamos vivendo um momento gravíssimo”, reiterou a parlamentar. “O número 180 precisa estar visível em todos os espaços possíveis. Informação salva vidas. Muitas mulheres não denunciam por não saberem a quem recorrer, ou devido à falta de acesso facilitado aos canais de apoio.”
Protocolado em 2019, o texto recebeu sinal- verde dos deputados estaduais em um momento crítico no enfrentamento à violência contra a mulher. Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) contabilizam 80 feminicídios no ano passado e outros 20 desde o início de 2026, nas mais variadas regiões do mapa gaúcho.
Além dos feminicídios consumados, em 2025 o Rio Grande do Sul teve 264 tentativas de feminicídio e mais de 52 mil registros de violência contra a mulher. A estatística inclui, ainda, quase 70 mil pedidos de medida protetiva de urgência.
Não menos preocupante é o fato de que quase 75% das vítimas de feminicídio no ano passado não haviam registrado ocorrência policial e 95% não possuíam medida protetiva ativa quando foram mortas. “Os números reforçam a importância da informação e da conscientização como instrumentos de prevenção”, acrescenta Luciana.
Também foi de parlamentar a sugestão, encaminhada à Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), para que a avaliação dos casos de instalação de tornozeleira eletrônica nos agressores passasse a ser tratada como prioridade. 
A solicitação foi leva em conta pela Corte ao estabelecer diretrizes sobre o uso do equipamento.
 
Anotações
Oito anos após o crime, o STF condenou os irmãos Brazão a 76 anos de prisão pelo assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Segundo a 1a turma, eles lideravam o núcleo político ligado à milícia responsável pelo atentado. Outras três pessoas também foram condenadas.
Preço do aluguel sobe 18,4% em Porto Alegre em um ano.
Flávio confirma Sanderson como pré- candidato ao Senado no RS
Covid marca 6 anos no Brasil com 39,3 milhões de casos
MP-RJ reabre investigação contra Carlos Bolsonaro por rachadinha
Volta à Câmara projeto que determina prisão federal para quem mata policial.
OAB enviou ofício ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, pedindo a conclusão do inquérito das fake news, aberto em 2019. A entidade critica a duração e a "elasticidade" do procedimento.

 

Para debater
 
Por que aumentam os casos de feminicídio?

Outras colunas deste Autor