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Semana da Paz: quando a história gaúcha escolheu o diálogo - 27/02/26
A Semana da Paz, celebrada de 23 de fevereiro a 1º de março, foi instituída no Rio Grande do Sul em janeiro de 1998, por meio da Lei nº 11.077, em referência à assinatura da Paz de Ponche Verde, que marcou o encerramento da Revolução Farroupilha.
A legislação oficializou uma proposta apresentada pelo radialista Milton Mendes de Souza, de Uruguaiana, aprovada durante o 42º Congresso Tradicionalista, realizado em Santo Augusto, em janeiro de 1997.
A iniciativa surgiu como um contraponto simbólico ao 20 de setembro, Dia do Gaúcho - data que rememora o início do conflito armado - reforçando a importância de também se celebrar o valor da paz na história e na identidade gaúcha.
Há quase três décadas, o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), com o apoio e a parceria da Fundação Cultural Gaúcha, promove ações voltadas à disseminação da cultura da paz. No 43º Congresso Tradicionalista, realizado em Santa Cruz do Sul, em 1998, foram aprovadas sugestões de atividades e instituída a bandeira oficial da Semana da Paz, proposta por Jane Bitsck e Fátima Brizolla.
A programação contempla encontros culturais e artísticos, celebrações religiosas, cavalgadas e outras iniciativas de integração comunitária. Apesar dos desafios de mobilização no mês de fevereiro - período marcado por férias e festividades - a data integra o Calendário Oficial de Eventos do Estado e deve ser organizada em parceria entre as secretarias estaduais e municipais de Educação e Cultura, com a participação do MTG e da Brigada Militar.
Em 2023, a legislação original foi revogada e substituída pela Lei nº 15.950, que consolidou o calendário oficial de eventos e datas comemorativas do Estado. A mudança, no entanto, não alterou a vigência da Semana da Paz, que permanece listada no anexo da nova norma, conforme publicação no Diário Oficial do Estado.
Em um contexto de crescentes tensões sociais e amplificação de conflitos nas redes sociais, lideranças tradicionalistas reforçam que a paz vai além da ausência de guerra. Ela pressupõe respeito às divergências, diálogo permanente e o estímulo a relações pautadas pela convivência harmoniosa.


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