COLUNISTAS
A vez do Irã - 06.03.2026
Em ação militar conjunta, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques aéreos contra o território do Irã, cujo governo advoga pela destruição do estado judeu e investe no desenvolvimento de um programa nuclear com fins militares. São duas coisas inaceitáveis para os americanos: um novo holocausto e um regime totalitário com bombas atômicas.
Os bombardeios autorizados pelo presidente Donald Trump, desde o início da semana, estão erodindo as capacidades militares dos persas, além de terem eliminado boa parte do governo e dos comandantes das forças armadas. O Irã é uma teocracia, um tipo de governo pré-moderno em que o poder temporal e espiritual se fundem, ou, melhor dito, em que as leis religiosas são as que presidem a sociedade. Até mesmo o aiatolá Khomeini, que era o chefe supremo do país, foi neutralizado, mostrando que americanos e israelenses estão decididos em devastar aquele odioso regime teocrático.
O mundo certamente ficará mais seguro com a intervenção militar no Irã. O país é reconhecidamente um patrocinador de grupos terroristas que desestabilizam o Oriente Médio e que ameaçam a existência de Israel. Ele faz parte daquilo que o ex-presidente George W. Bush denominou de “Eixo do Mal”, um grupo de países que é uma ameaça real ao Ocidente, aos nossos valores, nossa sociedade e democracias representativas.
Não se sabe ainda se a destruição das capacidades militares do país, e de sua elite política, militar e religiosa irá propiciar uma mudança de regime no Irã. Isso seria o melhor cenário, o que daria uma chance para que a liberdade passasse a vigorar por aquelas terras, com respeito aos direitos humanos, às mulheres que são consideradas pessoas de segunda classe e minorias que não possuem qualquer direito assegurado. Toda bomba americana que cair por lá e destruir uma instalação militar é um sopro para que os ventos da liberdade cheguem e que os ventos da opressão desapareçam.


Radar ON-LINE: