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A violência não está aí por acaso 11/09/2026

Roubos e assaltos são fatos permanentes neste país, cujas vítimas, em bom número, acabam nos já lotados hospitais. Que coisa! Não sei onde vai parar essa onda de insegurança a que todos estamos submetidos. Estamos vendo essa barbaridade e nada podemos fazer, a não ser nos recolher humildemente para nossas casas. É uma vergonha e um desrespeito à população, que sequer pode adquirir armas. Enclausurado no aconchego do lar, leio tudo o que encontro, e vejo que até os tribunais decidiram substituir as prisões por penas alternativas, por falta de presídios, verdadeiro incentivo aos bandidos.
O colunista Carlos Ramalhete, da Gazeta do Povo, Paraná, certa vez disse que essa vigente insegurança é proposital. Segundo ele, em nenhum outro país o crime comum é tão comum. A razão para isso é simples: em nenhum outro país vale tanto a pena ser criminoso; em nenhum outro país a ausência de punição é tão certa; em nenhum outro país a polícia encontra tantos obstáculos legais e políticos para agir, tornando a legislação tão indulgente para com o criminoso e brutal para o cidadão inocente.
Desde a redemocratização do Brasil, nossos governantes dedicaram-se a transformar o país no paraíso dos criminosos. Grupos dedicados a atacar os policiais e as polícias, em nome de uma compreensão anômala do que sejam os direitos humanos, ganharam o comando de secretárias de Segurança e de corregedorias.
A compra de armas por cidadãos honestos foi dificultada ao ponto do impossível, e atos de defesa própria e de terceiros passaram a ocasionar processos penais. Pobres honestos foram proibidos de ter armas pela imposição de taxas anuais altíssimas, garantindo aos criminosos abundância de vítimas.
Como foi um processo gradual, há quem não perceba sua intencionalidade. Examinando com atenção, contudo, não há como duvidar dela; o Brasil não está assim por acaso, nem por mera incompetência dos ex-assaltantes e ex-sequestradores que hoje nos governam. O caos na segurança pública é proposital, e suas verdadeiras razões são políticas.
 
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HÁ MUITO TEMPO - não participava de um desfile de 7 de setembro. Este ano participei, fomentado pela Apelv - Associação de Poetas e Escritores de Lagoa Vermelha, mas fiquei entristecido ao sentir a ausência da massa colegial como antes tempos, que provocavam aplausos do público lotando as laterais da Avenida Afonso Pena. Para onde foi a juventude, dita como o futuro do país, que demonstravam amor pela Pátria, pelo Hino Nacional e a Bandeira? Claro, os tempos mudaram, mas amor e civismo são sustentáculos da nação que não podem ser esquecidos. Talvez os maus exemplos vindos de cima, com a interminável corrupção predominante, sejam culpados por esse desânimo juvenil. Esse momento tão apático foi lembrado pelo professor Ataulfo Hascher, em momento de opinião: “Juventude cega. O futuro do Brasil está com os cadarços desamarrados, masca chiclete o tempo todo, não larga o celular, não quer estudar, não acorda cedo, como qualquer coisa fora de hora, quer emprego e não trabalho, busca benefício permanente... Deus nos abençoe e transforme nossos jovens em pessoas comprometidas”.
 
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CULTURA NA PRAÇA - Domingo acontece o 2º Recital ao Pé do Fogo na Praça Mateus Dolzan, promovido pela Associação de Poetas e Escritores - APELV. Antes, no sábado, a entidade inaugura mais uma gelatéca, agora no Hospital São Paulo, oportunizando momentos de leitura para pacientes hospitalizados e familiares. Que lance da Apelv! De resto, esperamos que o tempo melhore, depois da nevasca. No fim o abraço do colunista, que hoje vai para Janaina Grudzinski e Idelsa, comandantes da belíssima loja Casa Blanca. É gente que lê a Folha.

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